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24
Fev25

E filmes?

Cláudia F.

A Semente do Figo Sagrado de Mohammad Rasoulof que é uma brutalidade de perder o fôlego e em simultâneo nos deixar com aquele sorriso parvinho no rosto, do tipo "caraças, isto é muito bom". Cinema a sério.

“Submission is unquestioning obedience,” he says. “The profound love celebrated in Iranian literature, often romanticised, is another form of surrender. This submission extends into our politics. What does Iran’s Supreme Leader ultimately demand from us? Unquestioning obedience. Complete allegiance.”

Não sei se Pequenas Coisas Como Estas funcionará tão bem para um publico que desconheça o livro de Claire Keegan. Os pormenores e as subtilezas que o olhar do leitor procura e encontra podem escapar aos menos familiarizados com a atmosfera típica da sua obra. O filme funciona como um complemento lindíssimo ao livro (que não é o meu favorito da escritora) e é uma óptima desculpa para ver mais uma vez Cillian Murphy e Emily Watson a serem os actores espectaculares a que já nos habituaram.

30
Dez24

E filmes?

Cláudia F.

Porque não só de desilusões cinematográficas vive esta pessoa, eis alguns bons filmes que vi recentemente (entenda-se últimos meses) e que guardo na memória.

Oddity é um filme de terror e mistério muito bem conseguido. Tinha algumas expectativas por ter lido opiniões muito positivas, e estava com receio que fosse mais um filme meia-boca, mas desde o começo que me senti hiper focada em perceber todos os pormenores possíveis para desvendar o percurso que a história ia seguir. A cena mística por norma não me entusiasma mas gostei da forma como encaixou aqui.

Desde que Close estreou que ando com ele debaixo d'olho. Antecipando um filme mais demorado e com pouca acção, tinha de estar no modo certo para o conseguir apreciar. Numa aparente lentidão, vamos-nos focando na fotografia e nos pequenos pormenores e silencios que tanto dizem. É triste e belo na medida certa.

Não é preciso muito para me convencerem a ver um filme de Ken Loach. Se são criações suas com toda a certeza será uma boa jornada. Tanto The Old Oak quanto Sorry We Missed You não são filmes para nos mantermos na nossa bolha de conforto e alienação e é exactamente por isso que têm valor. É incrivel verificar a importação de ideias e linhas de pensamento e como as pessoas-tipo que alinham em certos discursos são as mesmas em todos os países. Em The Old Oak a acção decorre numa vilazinha inglesa mas podia ser num bairro em Portugal, a ignorância não tem fronteiras. Felizmente a bondade e empatia também não.

Sofri mais com Sorry We Missed You. É como um valente soco no estomâgo que nos desperta para a exploração laboral em torno de uma suposta independência - ser-se o próprio patrão - que nos vendem como se o empreendedorismo fosse um universo à parte do sistema capitalista e por isso menos danosa para o ser humano.

Em Red Rooms não há espaço para tédio. A atmosfera tensa e macabra nunca nos abandona, principalmente pela dúvida quase permanente que se infiltra no espectador sobre a figura de Kelly-Anne: quem é ela? Qual o motivo para seguir o julgamento? Está ela relacionada com os crimes cometidos? Envolvida no mundo obscuro da darkweb? O fascínio que o ser humano sente perante o universo criminoso (seja através da literatura policial, dos podcasts de true crime, filmes de terror, etc) faz parte da nossa natureza. Sentir a adrenalina do perigo sem estarmos efectivamente em perigo. Kelly-Anne ultrapassa o interesse saudável e demonstra-nos como um obsessão acaba por colocar em risco a sua própria existência.

07
Nov24

E filmes?

Cláudia F.

Damos sempre uma oportunidade ao Sr. Night, não é? 

Há coisas boas em Trap. A indústria musical e o conceito filme-concerto funcionam muito bem aqui, com todas as idiossincrasias associadas às massas. Do meio para o final é o descalabro. O filme não precisava ser tão longo nem tão irritante, cheio de acções completamente idiotas e irrealistas por parte das personagens. A pessoa vê até ao final para comprovar o quão mau consegue ficar e não se desilude: só piora e anula todos os pontos positivos que se arrancam à força até perdermos a esperança. Mais uma vez.

Caddo Lake foi uma boa surpresa, não sendo uma obra-prima, entretém, não aborrece e tem estrutura. A atmosfera em que a história se desenrola, o pântano, as habitações coladas ao rio, as deslocações de barco, soam quase a fantasia sem o serem. Foi satisfatório seguir as pistas e compreender que tipo de filme tínhamos à frente; a critica à exploração da natureza, à acção humana invasiva e destruidora, encaixa bem na narrativa e oferece-nos um principio, meio e fim. O bom elenco só reforça a sensação de tempo bem passado em frente à televisão. Só quando estava a escrever isto é que percebi que tinha a mãozinha do Sr. Night. Afinal há esperança!

04
Nov24

E filmes?

Cláudia F.

Às vezes não resisto, sigo o burburinho e alinho no entusiasmo em torno de alguns filmes. As críticas eram amplamente positivas, a temática apelativa e um elenco que, não sendo o supra-sumo da representação, também não comprometia o que me parecia ser uma boa formula. Tinha tudo para me agradar, mas...

É mais uma amostra de cinema americano, mediano, que navega num tema cool sabendo que agradará a um certo publico e que será rotulado como se de movimento vanguardista se tratasse (a blasfémia que é escrever isto, deuses!). Por mais pertinente que seja, ao ser trabalhado de forma tão rasa e preguiçosa, perde qualquer impacto. Não promove reflexão, apresenta um problema e explora-o (porcamente). É o clássico "bater no molhado". O que já se falou sobre a ditadura da beleza nos últimos anos, como afecta a saúde mental, principalmente nas mulheres, que se esperava qualquer coisa melhor que estas quase duas horas absolutamente aborrecidas e cheias de lugares comuns. Sim, percebe-se as referências. Hoje em dia fala-se muito de referências. Certo, eu também acho piada ao ver referências a outros trabalhos e realizadores, mas caramba, carregar um filme às costas por este motivo é outro nível de idiotice.

Ponto positivo: o final. Os últimos 15 minutos são porreiros. Vale passar pelo tédio até lá chegar? Não sei. É uma versão Barbie no "terror". Tem uma agenda ideológica com a qual me identifico mas não vou considerar isto bom cinema nem que me paguem.

02
Out24

E filmes?

Cláudia F.

Die Wand (A Parede) é um dos meus filmes favoritos (que não são poucos, na realidade). Já lá vão uns bons anos desde que o vi pela primeira vez e qual não é o meu espanto quando soube que a Antígona editou o livro, com o mesmo nome, que deu origem ao filme e que, salvo erro, nunca tinha sido publicado em PT.

A Parede de Marlen Haushofer será, obviamente, uma prenda de natal de mim para mim própria. São as melhores prendas de natal de sempre! Espero que quem leia o livro vá depois procurar o filme, não se arrependerá. 

28
Set24

E séries?

Cláudia F.

 

Estou a rever Sopranos. No espaço de 4-5 anos é a terceira vez. Durante muito tempo resisti-lhe. Acreditava que o tema "máfia" se esgotava rapidamente, e após os filmes clássicos que toda a gente já viu pelo menos uma vez na vida, duvidava do que teria de tão fascinante ou original. Ser uma criança quando a série iniciou também não ajudou. Imaginava que fosse só violência, perseguições policiais e intrigas entre grupos. Sucede que o meu eterno camarada venera Sopranos e num momento de "não há nada de jeito para ver" seguiu-se um "vamos ver Sopranos, por favor, é agora, tu vais adorar!". E lá lhe fiz a vontade (depois da nossa filha é capaz de ter sido a melhor coisa que o homem me deu). Adiante, não vou estar a debitar reflexões sobre esta obra-prima das séries de televisão, até porque análises e criticas feitas por gente entendida há por aí aos pontapés. A verdade é só uma: The Sopranos é a melhor série de sempre e não levo a sério qualquer pessoa que tenha uma opinião diferente. Não quer isto dizer que não existem outras séries excelentes. Mas nenhuma atinge o brilhantismo que Sopranos encerra e é este brilhantismo que nos faz regressar para assistir com fascínio, uma e outra vez, à imensidão de conceitos, ideias e emoções que são exploradas naqueles episódios. 

Decidimos rever a série após vermos o documentário que a HBO lançou este mês com David Chase, o criador da série. Acho que vai acontecer a muita malta o estranho e maravilhoso fenómeno chamado: saudade. É uma série tão marcante que a sentimos como se fosse um membro da família. Rimos, sofremos e choramos com ela. Logo, também temos saudades. Ver o documentário lembrou-nos que era bom combinarmos um jantar, ou neste caso rever, porque não se levam séries a jantar fora. Aconteceu-me o mesmo depois de ver o filme The Many Saints of Newark.

É um documentário bonito que aquece o coração e nos relembra que, às vezes, as mentes mais perturbadas (e a necessitar de terapia) são aquelas que nos oferecem verdadeiras obras-primas.

Há uma cena na história de Tony Soprano. Há o antes e o depois de ver The Sopranos. O mundo divide-se entre aqueles que viram, sentiram e compreenderam; os outros que viram e não perceberam patavina;  por fim há o grupo dos que ainda não viram, nem a série, nem a luz (das séries, tipo têm a possibilidade de entrar no paraíso e obter sabedoria televisiva e cinematográfica a um nível só existente naquelas seis temporadas e não passam do limbo). Estão à espera do quê?

11
Jun24

E filmes?

Cláudia F.

Estava com ele debaixo d'olho há uns tempos. É frequente encontrar o seu nome em lista de filmes dos quais gostei bastante e por isso as expectativas eram altas. Não correspondeu e nem os últimos trinta minutos finais conseguem diminuir o sacrilégio que foi assistir a isto. Há filmes que às vezes funcionam bem para um grupo muito restrito de apaixonados por cinema e que passam ao lado dos restantes comuns mortais. E eu, que navego entre estes dois grupos de pessoas-tipo, desta vez estou com os comuns mortais: não consigo perceber o há além de mediano aqui. São 2H30 de tédio.

Ainda que nos últimos anos tenha menos paciência para o género, foi com bastante satisfação que dei por mim a ver este filme. O desenrolar não é surpreendente mas não prejudica; a tensão e o desespero crescente, com umas pitadas de humor (que por norma não aprecio), suportam toda a história. É 1H30 bem passada.

22
Fev24

E filmes?

Cláudia F.

Agrada-me a obra de David Fincher. Já este filme não sei bem. Que a fotografia e a banda sonora são maravilhosas é inegável. O problema é quando termina e nos perguntamos: é só isto?

Entretém, é bom cinema mas fica abaixo das expectativas. Talvez o mal esteja em mim.

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