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26
Mar25

Os Detalhes de Ia Genberg

Cláudia F.

Não me apetece nada escrever a minha opinião sobre este livro nem tão pouco fazer o esforço de me recordar da história. Que li, li. Não sei bem o motivo para não o ter abandonado mas alguma coisa me fez ir de uma página para a outra. Lá fui lendo até o terminar. O que retive? Nada de especial. Uma leitura que se apagou da memória. Sendo uma obra cuja base é exactamente a memória e como ela funciona (ou não) tem a sua piada. É um livro que encaixa na categoria "desculpa baby, não és tu, sou eu".

Modos que deixo antes alguns artigos interessantes (quiçá o que se diz sobre o livro seja mais interessante do que o livro em si, o que para mim é sem dúvida fascinante).

Aqui, aqui e aqui.

18
Mar25

O Peso do Pássaro Morto & Pequena Coreografia do Adeus de Aline Bei

Cláudia F.

Andava curiosa para ler Aline Bei por todas as criticas positivas aos seus livros, recentemente publicados em Portugal. Se reflectir um pouco sobre o que foi a experiência de leitura dos livros O Peso do Pássaro Morto e Pequena Coreografia do Adeus, não gostei e gostei, senti o apelo e não senti, encontrei passagens lindíssimas e outras que me deram vontade de furar os olhos.

Optar por uma estrutura que foge à normativa é um risco. Neste caso funcionou bem na primeira leitura. E funciona bem porque o leitor não sabe ao que vai, há o factor surpresa e uma exigência que nos é feita de abandonarmos a regra, nos moldarmos àquelas páginas e deixar-nos ir onde a escritora nos quer levar, ao seu jeito e no seu ritmo. Há beleza aqui. Até se transformar em regra, uma nova forma de ler que nos é imposta, como todas as outras. É o problema da repetição da originalidade. Não que a estrutura e forma de escrita da Aline Bei seja difícil, é diferente e estranha, para uma prosa, mas não é um texto difícil, com que o leitor se debata em compreender o que o autor pretende transmitir.

Li primeiro O Peso do Pássaro Morto, uma história que se lhe retirarmos a roupagem da escrita não é propriamente genial mas que me envolveu e tocou, pela complexidade que a escritora conseguiu desenvolver em tão poucas páginas. O trabalho em torno da construção das personagens também me agradou, vamos crescendo com a narradora e deprimindo com a sua existência traumática. É um livro sobre violência, amor e vidas tristes. No seu conjunto funcionou bem para mim, li-o rapidamente, embalada nos saltos entre linhas, ficando curiosa o suficiente para requisitar outro livro da escritora passado pouco tempo. Talvez tenha sido esse o problema, já que detestei A Pequena Coreografia do Adeus. Em poucas páginas deixei de querer saber o que acontecia às personagens. Toda a acção é previsível e cliché. A estrutura narrativa passou de interessante e estimulante para irritante e aborrecida. Já não queria mais brincar ao saltar linhas no texto. Esvaziado desta característica estrutural, o que sobra? Uma história prescindível que nada me acrescentou, uma fórmula repetida na banalização do sofrimento.

Termino sem me decidir se Aline Bei é escritora que me satisfaça. Sei que tão depressa não me apetece ler nada seu. 

 

14
Mar25

Há-de Haver Uma Lei de Maria Archer

Cláudia F.

Muito do que penso sobre a escritora Maria Archer pode ser lido aqui. Acabo sempre por me repetir quando o assunto é a sua obra e vida, o quanto gosto de a ler e a revolta literária que não me abandona por não se encontrar publicada e acessível a mais leitores.

Adiante... Há-de Haver Uma Lei é um livro de contos, relativamente curtos, que se lêem muito bem, todos na linha de temáticas abordadas noutras obras da escritora, pelo que não se revela surpresa alguma o desfecho de certas histórias e a tendência para as personagens-tipo que enchem o imaginário de Archer.

Gostei particularmente do conto sobre o casamento interracial, a diferente forma como estas famílias eram vistas e aceites nos países colonizados em contraste com o racismo que sofriam em Portugal. Estamos a falar de um livro de 1949, edição de autor, que retrata a sociedade portuguesa com um certo sarcasmo e muito realismo, principalmente nos seus podres. São raras as vezes em que encontro uma história alegre pelas mãos da autora, o que não é de todo um problema, antes pelo contrário. Foi uma leitura satisfatória (como será sempre ler a Archer). Neste momento só tenho um livro dela por ler, também de contos, que não será lido brevemente para salvaguardar a sensação agradável de ainda ter algo seu por descobrir.

Cruzei-me com informação sobre uma adaptação de um dos contos presentes neste livro, para a RTP, um telefilme realizado por Anabela Moreira, parte do projecto Contado por Mulheres que reuniu um grupo de realizadoras que adaptaram obras de escritores de língua portuguesa. Infelizmente não se encontram disponíveis da RTP Play.

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